Anjo caído  Inserido Thursday 18 September 2008 16:33

Sombras,
Fantasmas que agarram,
Aglutinam.
Moribundos penados
Ecos sentidos,
Turbulências sem fim.
Rasga-se o corpo,
Onde nada existe…
Além do tacto
Cego no horizonte do olhar.
Não se sente,
Com o passar do tempo,
Morre-se lentamente,
Como o lento morrer dos dias.
Prenúncios,
Janela quebrada….
Em labirintos do ser,
Sangue que cai,
Do cume de flores que choram.
Eclipses…
Muros que cercam,
Grilhões que prendem,
Num grito mudo,
Silêncio…
Talvez.
Quebro a asa negra,
Como um anjo caído…
E ali fico,
Parado…
Há espera…
Que as horas se invertam,
E que a porta,
Se abra novamente…

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