Os donos do mundo
Andam a brincar com o fogo
Embriagados de poder
Fausto e falsa glória
Armados da mais insana ciência
Na estultícia da sua vã inteligência
Confiantes na força dos arsenais nucleares
Dos guarda-costas e das guardas pretorianas
Das legiões de bombistas suicidas
E na inépcia das massas insanas
Ameaçam por o Planeta a arder
Tudo deitar a perder
Com ódio, fanatismo e petróleo
E imolar a Humanidade
Na pira da sua imoralidade
Serão donos do mundo e da guerra
Mas não são os senhores da Terra
A turba que por ora lhe bate palmas
Lhes comerá ossos e entranhas
E as chamas da Terra a arder
As labaredas do inferno
Lhe consumirão as almas
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Sombras, |